segunda-feira, 25 de abril de 2011

Olhe só;


Era dia com gosto de fruta madura, colhida do pé. Suficiente para um sorriso tímido ser arrancado sem motivo algum.
Um vestido fulvo surrado; desfiado na barra, combinados com os pés descalços e os cabelos amarrados de qualquer jeito; fazia conjunto com o verde predominante daquela terra.
Árvores robustas tentavam tocar o céu, pássaros cortavam o azul vivo com poucas nuvens penduradas, o vento assobiava em compasso simples e meu coração acelerava com toda aquela arte.
Um Homem de barba cerrada, de macacão jeans - sujo de terra nos joelhos - camiseta alvina, descansava debaixo de uma árvore, acompanhado de um violão cor de amêndoa doce. Um sorriso brilhante familiar e logo, uma melodia simples se expandiu pelo ambiente suavemente, derramando sede, entoando cânticos maravilhosos que só quem se entrega é que entende.
Deitou na mata virgem vislumbrando as maravilhas daquele lugar por um momento e sondava-me parecendo não se importar com a minha irreverência ao explorar aquela vereda curiosa. As flores tinham cores estonteantes; seus detalhes eram ternos e eu me alegrava ao apreciar suas essências, dando início à uma sequência utópica, que me acontecia com fervor.
O senhor se aproximou gentilmente, como se estivesse sempre pronto para plantar sonhos em meu peito. Ele dançava com a brisa marota de forma sutil; majestososamente governava o ritmo do vento.
Convidou-me a sentar numa sombra, me presenteando com alegria completa. Eu até podia ver a felicidade se espalhando com o vento, aquecida pelo sol, empurrando as obviedades para longe e apagando cada interrogação. Suas ações simplesmente, me adoçavam o ser.
E então, ele cantou á plenos pulmões - numa língua diferente, nunca antes ouvido por mim, mas fazia completo sentido para a minha alma. O timbre perfeito, acompanhado de um dedilhado puro, soava capaz de curar tudo e qualquer coisa. Sua voz era um remédio para qualquer coração e vida, acredito eu. E eu nem sabia de onde ele vinha. Tomei a liberdade de perguntar seu nome, e com um olhar brilhante, ele me respondeu cheio de ternura:
- Meu nome é Deus, querida. Eu sou Teu Pai.




O despertador ressoou frenético. Me tirando daquele mundo paralelo, que eu acabara de conhecer. E descobri-me no meu cantinho do quarto escuro, sujo e vazio. A receita variável de vida perfeita numa folha de papel preenchida de palavras bobas no lixo , dava espaço a uma paixão singela que cintilava o peito. Sorri então.











Mas os meus olhos te contemplam, ó DEUS o Senhor; em ti confio.

Sl 141:8



domingo, 24 de abril de 2011

flor.


- Bom dia, Pai.

Disse breve, como sempre faço ao acordar. Sem esperar resposta. Porém, aquele dia foi diferente. Algo suave penetrou no meu coração e acelerou seu ritmo; enquanto um

"Bom dia, flor. "

Foi-me dito. Com ternura tamanha, que fez minha alma vibrar de alegria. Senti-me completa; com o mínimo daquele Ser. Era tão pouco; e tão estupendo e simples. Uma sensação terna invadiu-me sem pedir licença; retirando aquela amargura fúnebre e recheando-me com amor. Amor que me transbordava pelos olhos. Amor totalmente recíproco e ilimitado. Posto que vinha do Amor, afinal.
Ao refletir sobre aquela "flor" posta, estrategicamente, naquela frase boba. A resposta foi me dada antes mesmo de a pergunta ser formulada. E soava doce assim:

"Poderia uma flor arrancar-se da Terra e assim bem viver? Assim é você sem Mim."

Meu choro foi súbito. Derramado sem timidez alguma; porquanto meu Pai me abraçava. E aquela atmosfera maravilhosa se expandia por todo o lugar; e eu amava. Ele estava comigo e nada mais importava naquele momento.

[...]


Meu desejo é que sejamos como flores.
Que dancemos com as ventanias e demos gargalhadas com as tempestades.
Desejo que meu Pai esteja conosco e que a nossa vida para Ele seja inclinada.
Que o Amor nos inunde e transborde em nossas ações.
Que você, caro leitor, possa sentir o que estou sentindo neste instante.
Em nome de Jesus.
Amém.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Que seja doce.

Não tente intimidar esses feixes de luz que saem do peito teu, menina!
Pare de fingir que não fica deslumbrada com o pôr do sol e dance para mim...
Não seja breve! Seja eterna, seja minha.

Vá comer chocolate escondido, rolar na grama;
Quem sabe arriscar umas boas gargalhadas?
Crescer não a impede de ser viva, verdadeiramente...
Olhe essas cores dos teus olhos, que doce.

Tire essa máscara, solte o cabelo; venha cá sonhar, vem!


P2D



Não existem caminhadas longas demais, para quem está acompanhado de um sonho.

Quarta-feira, véspera de feriado e eu debulhando apostilas - aparentemente - intermináveis; sem medo de parecer lunática ou clichê. Ai ai, os sonhos...





Casa arrumadinha. Sejam sempre bem vindos!

terça-feira, 12 de abril de 2011

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É com Amor que ignora fronteiras.
Que o Meu Deus Te ama.

Saltos de Pijama

Acredita que naquele fim de noite, meu coração começou a dançar sem motivo algum?
Foi quando um Ser dotado de luz; gênero neutro, amor maior que tudo, veio a mim.
Entrou pela porta numa mansidão inigualável, sem bater e presenteou-me com um sorriso esplêndido.
Aproximou-se de mim e convidou-me para uma valsa.
Sem pensar muito, me rendi. E lá estava eu a dançar uma música que tocava dentro de mim, numa simplicidade terna e eterna que eu desconhecia.
Uma onda de energia a esmo invadia aquele quarto. Sentia que seria suficiente para iluminar um mundo inteiro; mas o choque foi só de amor.
Meus pés se ajeitavam ao compasso quente; sem qualquer timidez. E meu corpo se entregava em sortilégio e os pensamentos doentios não eram tão importantes agora...
Gentilmente, meu Pai me convidou a retirar algumas dores daquele lugar; e o delírio apoderou-se de mim num súbito, por consequência.
Mandou todos os monstros guardados, estrategicamente, debaixo da cama irem embora; jogou fora o fardo pesado de minhas costas e disse que eu não precisaria me esconder mais debaixo do edredom surrado.



Obrigada pelas noites em que se senta na cama e me presenteia com paz.
Obrigada pelas canções. Doces canções.
Obrigada pela vida a ser o que é.
Obrigada pelo amor. Grande amor.
Obrigada pelos sonhos.
Obrigada por estar comigo.
Obrigada pelos abraços.
Obrigada pelas danças.
Obrigada pelas palavras.
Obrigada pelo legado. Lindo, terno e maravilhoso legado.
Obrigada por me escolher.
Obrigada. Obrigada por se importar; até mesmo quando eu não me importo.

Pois isso o diferencia de um pai. O faz Papai. <3
E eu O amo, conforme tem me ensinado.
Obrigada.