segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Aos meus olhos eu vejo...
Que seja! Crescer é uma tragédia!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Ela/Ele
Un homme et une femme
Sentei-me na cadeira fofa novamente ao retornar do ‘toilet’ e vi meu reflexo naqueles ‘milhares’ de talheres. Fitei-a brevemente, e era como se ela fosse um busto esculpido em carrara. Vestia pura seda e exibia pérolas em seu seio... Seus olhos refletiam o incendiar das velas que estavam sobre a mesa e a chama jogava com as sombras em seu rosto. Molhou então os lábios delineados e vermelhos no Martini e me abriu um daqueles sorrisos que me faziam esquecer que ela não me pertencia. “Mais aspargos, por favor.” A voz soava como o mais perfeito acorde; era uma pequena cachoeira serena, simples, linda. Eu não me cansava de admirá-la. Passei a amar aquela mulher. Seu colo, seu cheiro, seus lábios, tudo que era dela clamava a mim. “Outra garrafa dessas, por favor.” Eu não sabia tirar os olhos dela; me concentrar em outra coisa era perder tempo demais. Ela movimentava os braços em ritmo simétrico, cauteloso, como se fosse maestrina. Parecia não se incomodar com a minha sede em buscá-la na visão, pelo contrário, adorava se sentir tão desejada. “A conta.” Afastei a cadeira, e ela se levantou de relance, sempre com muita classe, parecia flutuar. Peguei-a pela mão e o toque de sua pele era sempre maravilhoso, macia feito pêssego, me dava choque todas as vezes em que ousava me acariciar. Saímos pelo Hall e eu abri a porta de vidro para deixá-la passar em minha frente. Ela sabia, que mesmo sem notar, eu adorava ver o contorno de seu corpo marcado nos vestidos que lhe presenteava. Levei-a para casa enquanto me deliciava com aquele perfume que sempre me abraçavam as narinas e tomava o ambiente. Ela então deu-me um beijo breve se despediu do meu corpo, desceu do carro e presenteou-me com um sorriso.
Nossos encontros eram sempre assim. Ela vinha e eu a namorava com todo o fervor e todos os sentidos... Até ela deixar de ser minha.
“Próximo!”
- parte I
my way.
Triste não conquistar o sono, quando a única coisa que se deseja é desligar-se desse mundo bizarro. Eu merecia que tudo fosse mais simples. Muito embora minha complexidade deixe de boca aberta qualquer um que se atreva à refutá-la. Eu merecia sim. Eu merecia não morrer tanto. Não pra mim. O meu vazio é o que me preenche e já basta - sempre foi assim. Sempre dispensei fenômenos naturais para me livrar do prático efeito de suas vindas perfeitas, porque todos são iguais em essência. Mas eu sentei na chuva na tentativa de deixar que a água encaminhasse tudo aquilo que me corrompe, mesmo implorando baixinho que ela me levasse daqui e, desejando o próprio dilúvio olhava para aquelas nuvens em total redenção. E disse que não me importava com mais nada. Que covardia!

Eu estava mentindo.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Murmures.

E lá estava eu,sentada em minha cadeira de ferro com assento negro olhando para a janela vazia enquanto as gotas da chuva colidiam com cada textura viva que estava lá fora. O vento gélido logo veio ao meu encontro, tocou-me no rosto e como num súbito meu corpo eriçou. Respirei fundo, fartando de ar cada centímetro cúbico de meus pulmões e logo cai na cama. Já estava tarde e eu precisava descansar. Fitei o teto branco por horas até pegar no sono; minha cabeça estava vazia. Nenhum pensamento ou algo que pudesse me fazer sentir qualquer coisa. Eu gostava de me sentir inerte. Não que achasse saudável, mas não me preocupar com nada era bom demais. [..] Eu aprendi com a frieza que o calor machuca; que dói e faz doer... Decidi então me recolher numa atmosfera simplória. Para mim, era o melhor a se fazer. Eu me sentia livre dessa forma. Eu era livre. De tal maneira que me perdia.
Eu me escondi numa casota de sonhos. Num lugar onde somente eu entraria e poderia convidar quem eu quisesse. Acolhia nos meus braços os bons e eles sorriam. De forma que até mesmo eu, misturasse a ilusão com realidade. Eu sorria no meu quarto. Sorria porque precisava. E se alguém pudesse ver aquele sorriso, choraria junto a mim naquele instante. Eu sabia que tudo era meio esquisito quando me envolvia. Tudo se tornava mais complicado de certa forma, quando eu estava no meio. Eu nunca soube dizer o porquê. Eu digo que sou incapaz de demonstrar sentimentos. De alguma forma, eles são presos a mim. Fixos. Colados. Permanentes. Se saem, não voltam. Isso é um erro. Mas eu sou assim. Uma menina fissurada em doces e que vê corações por onde anda. Moro numa cabine com 1.70 de altura por 60 cm de cintura. Recheada de tudo o que é inusitado. É. Tudo o que é inusitado me convém muito. Sempre foi assim. Sempre será assim. Afinal, importa que eu diga de forma substancial, tudo aquilo o que me move? Pequena sou eu perto de meus sonhos. Pois, o que diferencia o impossível do possível, não são mais que duas e irritantes letras. E eu estou confinada à amar o que ninguém ama. A desejar o que é desdenhado. A venerar o que é esquecido... Deus me fez assim. Com traços únicos. Com a maturidade de uma senhora. Não pareço com ninguém, mas ao mesmo tempo me assemelho à todo mundo. Inspiro quem assim desejar. Eu sou o dó, o ré e o mi sustenido. Abraço o mundo quando o vejo. Apaixono-me por Shakespeare todos os dias. Tenho um paladar diversificado para música. Encanto-me facilmente com o colorido. O preto, o vermelho em tons menores e maiores, o verde e o branco. Me deito nas nuvens penduradas no céu azul, quando o observo do meu terraço, envolto à plantas das mais diferentes espécies ao som de Richard Stoltzman. Salto num barco à velas, brando e navego por rios inavegáveis até encontrar ilhas virgens. Adoro o cheiro. Do ar, do mar, do estar, do teu cangote. Com 7 letras escrevo o meu nome. Com 7 letras escrevo uma sentença. A minha sentença.
Moon River
Olha, eu sei que o barco pode furar à qualquer momento, que tá tudo escuro e as placas apontam para um lugar meio sombrio. Eu sei que o vento tá forte e a correnteza tem nos empurrado para o lugar que não planejamos, mas não pára de remar não, tá? A minha força só funciona quando é contigo. E se você quiser, a gente usa a experiência para montar uma vela aqui. É, bem aqui. Daí a gente usa a força do inimigo à nosso favor, o que você acha? Olha, eu sei que não tá sendo fácil, mas não pensa em ir embora, vai? Eu posso aprender a cozinhar e fazer todos os dias do bolo que você gosta; eu posso te pintar quadros e até fazer uma canção pra você, se quiser. Eu posso tudo por você. Eu posso. Mas se eu te perco,
Me perco junto.
Dedicado à Drika Lima. Com amor.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Que papo é esse Willys?

terça-feira, 25 de maio de 2010
1 Dunga e 184 milhões de Zangados.
domingo, 18 de abril de 2010
Complexo declarado.
domingo, 28 de março de 2010
Don't matter.

Não importa quem você foi, a cor dos seus olhos, dos cabelos, da pele, onde vive, onde nasceu, o que vestes, o que tens, o quanto ganhas, sua altura, sua beleza, suas deficiências, seus excessos, seus defeitos, onde moras.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Marry me, Romeo.

[..] Que o hálito do estio amadureça este botão de amor, para que ele possa numa flor transformar-se delicada, quando outra vez nos virmos. [...]
Ato II Cena II - Romeu e Julieta.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
metanóia.

Oh, a sua voz. Eu sempre fui enamorada em desafogo, pelos timbres teus. Não que outra música não me toque profundo, mas nenhuma outra tem tamanho dom em me fazer entrar em devaneio.
Eu confesso, pensei fugir. Me livrar de todos esses sentimentos insanos que brotaram incessantemente. Mas esqueci de lhe contar que ao mesmo tempo em que o plano de sumir surgia, eu planejava me prender com força. Pudera eu, já não estava encarcerada, me livrara de um ócio e estava exultando a monotonia. Havia encontrado a minha vida, fora de mim. Quanta ironia!
Eu que sempre caminhei em direção ao norte, vi minha rota mudar, meu corpo submergir, minha voz falhar... Notei que minhas certezas, sempre foram incertas demais; e agora nada mais era regrado ou metódico. O meu desvario fora mais real do que o imaginado. E num repente, lá estava eu, alimentando-me somente, do anseio Teu.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
uandme.
Ela foi descoberta pela primeira vez.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
New times;
Olhou para o lado e não viu ninguém. Fechou os olhos com força e como um súbito a saudade lhe tomara conta. Uma peralta lhe escapou. Sentiu falta de não ter as lágrimas secas pelo vento, só uma vez.
Caminhou rapidamente, como se quisesse fugir daquilo. Nem se despediu do Azul.
Sentou-se na escada, recostou-se na parede e com ar triste fitou seu reflexo na madeira enceirada que estava sob si. "Está faltando algo" Disse pra si mesma, bem baixinho. Seu coração concordou..
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
A cada passo que eu der..

Me arrisco a amar quem quer que seja, agrego a vida cada vez mais a filantropia que tanto é esquecida.. Vivo e respiro com tanta esperança, paz e pureza no coração que não há nada para comparar ou submeter esse meu louco querer em viver de forma sucinta. Sou vermelha no meio das amarelas e tenho a vida regada à prosa e poesia.
Amo amar! Seja algo, alguém ou uma causa. Anseio sempre pelo improvável. Venero as diferenças e me regozijo facilmente com um sorriso sincero.
Sonho grande, mas sou do tamanho de um grão pequeno perto de Meu Pai.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Uma nova história a se cumprir;
Para todo fim, um novo começo.
