sábado, 27 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Marry me, Romeo.

Eu não estava esperando, mas então eu o vi chegar e se acolher nos mesmos braços que eu, numa sutileza ímpar, numa formosura na qual meus olhos nunca haviam se deparado. Entrei em transe. Cantei alto. Minha alma quis voar, meu corpo dançar.. Amava a música do coração teu. Me perdi nos sons, nos tons.. Sonhei acordada, na arte abobadada, que se aproximara de mim.. Eu poderia abraçar-te e pousá-lo em meu colo durante toda a vida. Amá-lo com todo o fervor que ensinou-me a ter. Colar um sorriso no rosto teu e beijá-lo sem cessar.. Eu poderia costurar minha saia na barra da tua calça. Sorver o mel que tuas palavras emanam e até colecionar tuas preciosidades... Eu poderia sim. Poderia fechar meus olhos, fazer do teu coração o meu Norte e deixar com que os teus passos me guiassem. Eu poderia ser uma amante apaixonadamente alucinada e ser tua amiga secreta de vez enquando. E contemplaria as tuas estrelas e me reviraria pelo avesso, a todo instante e a qualquer preço, para tatuar toda essa estória no teu peito.

[..] Que o hálito do estio amadureça este botão de amor, para que ele possa numa flor transformar-se delicada, quando outra vez nos virmos. [...]

Ato II Cena II - Romeu e Julieta.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

metanóia.



Vi o Teu valor sobrestimar. Vi o meu coração, Teu amor tomar.


Oh, a sua voz. Eu sempre fui enamorada em desafogo, pelos timbres teus. Não que outra música não me toque profundo, mas nenhuma outra tem tamanho dom em me fazer entrar em devaneio.

Eu confesso, pensei fugir. Me livrar de todos esses sentimentos insanos que brotaram incessantemente. Mas esqueci de lhe contar que ao mesmo tempo em que o plano de sumir surgia, eu planejava me prender com força. Pudera eu, já não estava encarcerada, me livrara de um ócio e estava exultando a monotonia. Havia encontrado a minha vida, fora de mim. Quanta ironia!

Eu que sempre caminhei em direção ao norte, vi minha rota mudar, meu corpo submergir, minha voz falhar... Notei que minhas certezas, sempre foram incertas demais; e agora nada mais era regrado ou metódico. O meu desvario fora mais real do que o imaginado. E num repente, lá estava eu, alimentando-me somente, do anseio Teu.